Coletânea de textos para entender porque Phil Anselmo é doente

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Phil Anselmo: típico caso da separação de artista e sua obra (Foto: Mark Scott Austin/Flickr)

Toda a comunidade do metal acompanhou o caso do gesto racista de Phil Anselmo, vocalista do Down, Superjoint Ritual e ex-Pantera. Ao fim do Dimebash 2016, apresentação em memória à Dimebag Darrell, ele fez o sieg heil e gritou white power. Depois falou que estava bêbado e que tudo não passava de uma piada interna.

Entretanto, mesmo com o pedido de desculpas, parece que ele não está tão arrependido assim. O vídeo é mais um “desculpa por essa situação que eu acabei causando” do que “me perdoem por ser racista”.

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Red Mess: viagem densa e caótica

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Red Mess apresenta sonoridade intensa e caótica (Foto: Renan Casarin)

A Red Mess faz um som pesado e com referências variadas – desde o beabá Black Sabbath até o King Crimson, citando apenas algumas. Proporciona constantes bad trips com faixas longas, densas e progressivas. Após lançar dois EPs digitalmente, o trio de Londrina (PR) se prepara para iniciar a produção de seu primeiro full-lenght.

A “confusão vermelha” busca exaltar sentimentos primitivos através das composições. “Vermelho é a cor dos sentimentos mais instintivos, como a violência e a paixão”, explica o baixista Lucas Klepa, um dos letristas da banda.

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Haikai no Ku lança drone psicodélico e perturbador

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Capa do disco é arte de Pete Burn

No conto A música de Erich Zann, H.P. Lovecraft descreve um músico que toca melodias sobrenaturais para uma entidade de outra dimensão que aparece em sua janela. Certa vez, a música é tão forte que permite observar o Abismo Infinito. O leitor não tem acesso às canções, mas Temporary Infinity, novo trabalho do trio Haikai no Ku, de Newcastle (UK), é uma boa representação.

Os 33 minutos do play têm elementos característicos do sludge/doom, como o ritmo lento das canções; e do drone, contendo repetição de sons e notas, criando um certo efeito de incômodo, que é assimilado aos poucos e ganha significados diferentes conforme as faixas avançam. Ainda é psicodélico, só que com uma forte sensação de bad trip, diferente da corriqueira viagem tranquila.

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Revengeance, do Conan, é o álbum mais pesado do ano

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Bárbaros modernos deixam a brutalidade só na música mesmo (Foto: Reprodução/Conan)

É meio pretensioso falar isso, ainda mais estando no fim de janeiro, mas a sensação ao ouvir Revengeance é de que ninguém pode fazer um som mais pesado do que o Conan, nem se quisesse. A temática medieval e a atmosfera densa proporcionada pelas afinações em drop F retornam, desta vez em ritmo mais acelerado e brutal.

Conan é um trio de Merseyside, no Reino Unido, formado por Jon Davis (guitarra e vocal); Chris Fielding (baixo), e o recém-chegado Rich Lewis (bateria). O lançamento oficial acontece nesta sexta-feira (29), pela Napalm Records, mas está disponível na íntegra na Noisey desde segunda-feira (25). 

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Revengeance is the heaviest album of the year

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Modern barbarians drop the axes only in their songs (Photo: Conan)

Important note: text written by a non-native english speaker. If you find any mistake, please leave us a comment!

It’s kind of  pretentious discuss it in January, I know, but the feel while listening to Revengeance is that nobody could produce heavier sounds than Conan, even if they want to. Medieval themes are back, envolved by a dense atmosphere created with Drop F tuning, and now, fast-paced and even more brutal. 

Conan is a trio from Merseyside (UK), formed by  Jon Davis (guitar/vocals); Chris Fielding (bass) and the new drummer Rich Lewis. The official release is set to Friday (29), by Napalm Records, but it is available on stream in Noisey since Monday (25). 

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Providence mostra veia experimental do Mars Red Sky

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Diante de tantos elementos diferentes, guitarras são só mais um adicional de Providence (Foto: Karydwen Photography)

O Mars Red Sky não para de inovar. Em Providence, abre de vez as asas para o experimentalismo e apresenta composições muito além do stoner rock comum. O fuzz e a pegada lenta de Julien Pras, Jimmy Kinast e Mathieu Gazeau dividem espaço de forma singular com canções melódicas que soam apenas como o vento soprando aos ouvidos.

São 20 minutos  de música, o que serve apenas para aumentar (ainda mais) as expectativas em relação à Apex III (Praise for the Burning Soul), próximo full lenght do grupo, a ser lançado em 29 de fevereiro. Além de criar este clima, Providence também parece ser musicalmente um antecessor de Apex III. Não um teaser propriamente dito, mas algo do tipo.

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Nostalgias à parte, Black Sabbath faz um som daorinha

 

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O Black Sabbath de 70 não é exatamente o que vemos em The End… (Foto: Warner Bros Records)

The End, álbum com quatro inéditas do Black Sabbath, só deu mais força ao temor: os gigantes não são mais aqueles. As transformações visíveis em 13 estão presentes também neste EP, feito para a última turnê do grupo. Não é que o álbum seja ruim, mas quando se falam desses gigantes, os parâmetros de qualidade geralmente estão muito acima.

Graças aos PIRATAS, tivemos a oportunidade de ouvir as músicas novas no canal 666MrDoom neste final de semana, mas o vídeo foi removido. Ele ainda está disponível na internet por meios ~alternativos.

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