Lançamentos recentes reforçam importância do stoner paranaense

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Colagem tosca feita por Wall of Yawn. As artes originais pertencem à Tropical Doom, Stolen Byrds e Loladéli (esq p/ dir)

Se for colocar na ponta do lápis, o estado que mais apareceu aqui no blog é, de certeza, o Paraná. Mais três releases, da semana passada e dessa, vão fazer com que essa conta aumente ainda mais. As novas opções de stoner paranaense pra conhecer nesta semana são lançamentos de: Stolen Byrds e Loladéli representando o interior do estado, e Tropical Doom, da capital. Cada uma delas renderia facilmente um post separado, mas aí fica muito Paraná pra pouco blog.

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Show de lançamento oficial aconteceu nesta terça-feira (29) (Foto: Reprodução/Stolen Byrds)

Começamos pela Stolen Byrds, de Maringá, que lançou no dia 20 de março o segundo disco, auto intitulado. A qualidade técnica e de composição é evidente, dando modernidade a um som que se apoia em pilares bastante clássicos do rock n roll. Não dá pra dizer que é stoner rock, do jeito que eu fiz ali no lead, uma vez que há apenas flertes com o desert rock. Como na primeira faixa, Come Undone. Longe de qualquer rótulo desses, a melhor definição para o Stolen Byrds é o de uma boa banda de rock n roll mesmo. Teve gente que foi além e disse que é o melhor disco do ano. Vejam só, empolgou.

Stolen Byrds é: Edwardes Neto (Vocal); João Olivieri (Guitarra); Guz Oliveira (Guitarra); Bruno Abreu (Bateria); A.J. Filho (Baixo). Fora eles ainda há uma série de participações em outros instrumentos: João Fortes (gaita); Claudio Caldeira (saxofone); Patrícia Borges e Fernanda Persona (backing vocals) e André Drago (teclados). A arte foi feita por Giulliana Dias (fotografia) e Paulo Ferraz (design gráfico). Gabriel Moraes, do Estúdio Mojo, cuidou da produção, e Ricardo Garcia, do estudio Magic Master, da masterização.

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Estreantes da Loladéli lançaram EP com cinco faixas (Foto: Divulgação/Loladéli)

Nesta terça-feira (29), a Loladéli, de Londrina, lançou Caravan, seu EP de estreia, todo cantado em português. Por estarem dando seus primeiros passos com a banda, imagino, lançaram algo curto. As cinco faixas somam dezessete minutos e sintetizam bastante a proposta musical do trio. A estrutura das músicas é bastante simples e não é difícil remeter ao rock clássico. Fora isso, tem influências modernas e pops também. Mas pop no contexto de stoner rock, claro. Pique Queens of the Stone Age e etc.

A Loladéli é formada por: Cristiano Ramos (vocal/guitarra), Victor Polizel (baixo) e Pedro Dutra (bateria). Masterização e mixagem ficaram a cargo de Marco Aurélio, do Toque Grave Studio, e a capa foi feita por Pedro Dutra.

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Esperado segundo trampo do Tropical Doom finalmente saiu (Foto: Reprodução/Tropical Doom)

Por último, mas não menos importante (olha o chavão), vamos à capital, com o Tropical Doom. Mangue, nascido em 24 de março, é o segundo registro dos curitibanos e foi lançado oficialmente pelo Stoned Meadow of Doom. Apesar do nome da banda, as influências vão longe da música melancólica, passeando mais por sons relacionados ao desert. E, falando de forma mais grosseira, se formos associar Tropical à brasilidade paramos no conceito de mangue. Das três bandas deste post, é a mais pesada e de maior reconhecimento fora do país.

Fazem parte da banda Sergio Sone, Rodrigo Kohntopp, João Farah e Pedro Valente. A arte é de autoria de Thais Burmeinster e os trabalhos técnicos ficaram por conta de André Cidral, do Bend Studio.

Além dos discos recém-lançados, o nome de cada banda é um hyperlink para o Facebook, onde você pode encontrar todas as outras formas de contatos, links pro Spotify e essas coisas todas. Para conhecer um pouco mais sobre o rock autoral e arrastado/experimental do Paraná, pode dar uma fuçada aqui no blog mesmo:

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