Literatura, filosofia e stoner doom em debut do Ruínas de Sade

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Esse menino aí no baixo é o Paulo (Foto: Papoula Aniello)

Ao chegar, sou recepcionado por dois simpáticos cachorros cujos nomes eu esqueci de perguntar. No segundo andar, Paulo Vitor Machado, baixista da banda Ruínas de Sade, acena pra mim enquanto acende (mais) um cigarro. Naquela mesma tarde ele terminou o terceiro maço da semana. Dias atrás, enquanto ainda fumava o primeiro ou segundo, sua banda lançou o disco de estreia.

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After 12 discs in one year, Monolith releases Murk

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Art by Monolith

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Monolith keeps being colossal, this time with an EP composed by a single twenty minutes track. It’s their most intense and aggressive offer by now, in the same outfit of the previous releases. Art of Cortland’s (NY) band is a musically expression of regular guys who wishes to smash heads with a hammer. 

One is a welder and the other is a teacher and works at a YMCA. In a year, they have accumulated an astonishing quantity of material and have more waiting to see sunlight. Murk is the first act as a trio. It was released just today (23).

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Depois de 12 discos em um ano, Monolith lança Murk

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Arte: Reprodução/Monolith

O Monolith segue colossal, desta vez com um EP composto por uma música de vinte minutos. É o mais intenso e agressivo registro até então, dando continuidade às intenções destrutivas presentes na arte desses dois caras completamente comuns de Cortland (NY). É uma expressão musical da vontade de sair martelando a orelha da galera.

Um deles é soldador e outro um profissional da área da saúde. Em um ano, acumularam uma quantidade absurda de lançamentos e mais guardado nas gavetas. Murk é o primeiro trabalho dos americanos atuando como trio, lançado nesta quarta-feira (23). A faixa está à venda por US$3.33.

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Introspective black metal in Serena, new Gray Souvenirs’ album

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Minimalism of this photography is also part of musicality (Photo: Gray Souvenirs)

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Black metal and poetry hardly goes side by side. The scandinavian musicians have their own aesthetic in their satanistic and extremist music and personality, of course, but I refer to the most banal meaning of “poetry”. “Poetic”, as something beautiful and pleasant to ears or soul, can’t describe Gray Souvenirs. It is a brazilian representant of a modern variation of black metal, which incorporates the introspection of shoegaze to spread emotions in those 144p recorded sounds.

Serena is their new full lenght, released in March 6th. Gray Souvenirs is composed of Putrefactus (look, our first reference to oldschool black metal), who composes and plays all the instruments. An analysis of the name reveal important traits of his music: gray is about the “colour of the cities” and souvenirs is a homage to Alcest, french band of a genre called blackgaze.

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Reflexive and sentimental debut of Erudite Stoner

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Tripping is constant in Erudite Stoner work (Crop in artwork by Nando Freitas)
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Erudite and stoner are words generally not related. It’s a proposital paradox that defines brazilian violonist Erudite Stoner. He brings two opposite sides to the same album, with balance and harmony. Instrumental parts are filled with sadness and hope, horror and joy, minimalism and complexity. All at the same time.

During the 34 minutes of this self titled, we are accompained only by the guitar of Matheus Novaes, the Erudite Stoner. He is responsible for composition and execution of the whole album. Release took place in 2015 and is his first work. In his own words, tracks combine classical influences with “dark doom and minimalist post-rock to riffs of stoner rock and melancholic shoegaze”.

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Sons góticos e arrastados em estreia do Black Mantra

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Castlevania é a minha franquia preferida de videogame. A cada século, o conde reencarna e você tem que entrar no castelo e destruí-lo. Em março desse ano, ele apareceu em Vitória da Conquista (BA). Triste, tomando vinho e usando substâncias duvidosas. A trilha sonora é From the Graves of Madness, EP de estreia do Black Mantra. Ao contrário do Castlevania, as músicas são muito mais preto e branco. É melódico, tem apoio forte de teclas e riffs lerdos e arrastados.

Brincadeiras à parte, o EP capta mesmo uma ideia menos romantizada (e moderna) de vampiros e zumbis. Black Mantra não chega a ser gótico, mas deve muito a eles, seja pelo arranjo de órgão, seja pela temática, seja pela atmosfera das músicas. E também a clássicos do doom metal, claro, como os bruxos do Candlemass. Além de que, se possível, o vocalista (guitarrista e organista) Dimitri Garcez certamente daria um aperto de mão no Peter Steele, do Type O Negative.

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Novo EP do Concreto Morto é um glitch conceitual

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Somos praticamente escravos do ‘ter que fazer algo’ (Foto: Corte em arte de Concreto Morto)

A necessidade de produzir sempre foi antagonisa do desejo de criar” é o último lançamento dos curitibanos do Concreto Morto. O título absurdamente longo e a reflexão pessimista que ele sugere me lembram post rock, mas as intenções da banda vão mais pro glitch art. Assim como os borrões pixelizados não fazem sentidos, o EP também não tem pé nem cabeça. Se é bom ou não, fica a seu critério.

Antes de dar play nestas cinco faixas (ouça todas de uma vez, pelo menos de primeira), é importante lembrar que A necessidade de produzir… foi lançado junto com um zine produzido pela banda e com colaboração de alguns artistas. A revista apresenta artes que conversam com a estética marginal do EP e expande os pensamentos acerca da modernidade e da alienação que são expostas nas músicas. O áudio parece ser um bônus do zine.

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